31.10.13

Via Hierophant

TODA MULHER É UMA BRUXA!


Isso não é nenhuma novidade.
Elas sabem ler as emoções nos olhos do parceiro, a mentira na testa dos filhos, as entrelinhas nas conversas com as amigas, a necessidade na voz das pessoas, e estão sempre prontas a confortar e ajudar.
Muitos homens também são bruxos, mas nem todos sabem lidar com as suas emoções, o que leva a sufocar a intuição, item fundamental em magia, desperdiçando um talento latente.
Na verdade, tenho certeza de que todos nós podemos ser as bruxas e bruxos em nossa própria vida; ou, em outras palavras, qualquer pessoa pode fazer magia.
Para ser uma bruxa, você tem de acreditar que vai conseguir, que vai dar certo, que é capaz - você tem de acreditar em você mesma!
Tem de fazer magia com o coração aberto, colocando nela toda a sua emoção.Quanto a necessidade, quem não quer ser mais feliz, ter uma vida mas harmoniosa, encontrar o parceiro ideal, crescer profissionalmente, ganhar dinheiro, ver aqueles que ama em uma situação boa?
Muita gente me pergunta se sou bruxa. Sou sim, claro. Afinal, sou mulher. Mas não sou mais bruxa do que você. a diferença entre nós é que eu já descobri do que sou capaz.
Chega de culpar as forças sobrenaturais pelo seu destino.
Coisas boas ou más são apenas a consequência natural dos nossos atos. Para cada ação há uma reação - isso tem que ficar bem claro, pois só assim você terá a exata noção do que faz contra ou a seu favor.
Para terminar, tenha sempre presente o pensamento: "para se tornar uma bruxa, basta que você liberte essa criatura maravilhosa que mora dentro de você!"
Boa Sorte!!!
http://arteemagiadotaro.blogspot.com.br/

30.10.13

É HORA DE MELHORAR SUA AUTOESTIMA

Quero falar sobre a importância da autovalorização. Por que esse assunto agora? Pois temos sempre que traçar algumas metas. O ponto de partida para realizá-las é se respeitar e se valorizar!

Para começar, tente ampliar a forma de ver o mundo a partir desta constatação: a natureza não se repete. O igual não existe no Universo. Se fôssemos fundo nesse pensamento, mudaríamos nossa maneira de viver, pensar e agir. Jamais nos compararíamos a alguém nem levaríamos a sério os modelos existentes – a mãe ideal, a profissional ideal.

Porém, a sociedade inventou que a gente é igual. Então, você tem de estar dentro dos valores para ser considerada normal. Caso contrário, você não é aceita e torna-se discriminada. Esqueça esses falsos conceitos.

É hora de melhorar sua autoestima e parar de brigar consigo por ter características diferentes. Não há nada de errado em você. Olhe para si com os olhos de Deus – ou seja, como a natureza te fez. Enxergar a vida dessa maneira muda nossa visão sobre nós mesmos e também a maneira de olhar os outros. Aceitar-se é sinônimo de paz interior. Negar algo que é seu significa criar conflito com a própria natureza.

E olhe só que interessante: tudo que negamos em nós mesmos aparece com mais força nas nossas vidas. É lei. Eu pergunto: o que mais te irrita nas pessoas? Falsidade, mentira, mau humor, teimosia? Pois o que te irrita corresponde exatamente ao que você é. É o modo como a natureza chama atenção para nossas limitações.

Por mais estranho que pareça, também podemos negar os pontos fortes. Quando você se apaixona, por exemplo, o que mais te atrai na pessoa é exatamente a qualidade que você rejeita em si. Se você se interessou pelo físico do parceiro, é provável que não esteja dando importância ao próprio corpo.

A vida tem muitos jeitos de mostrar nossa natureza. Será que é melhor se combater? Não. Coloque a paz aí dentro. Diga a si mesma:

Eu sou o que sou. Cada um que me olhe como quiser. Quero me realizar. Eu me valorizo porque dou atenção aos sentimentos. O importante é que estou comigo mesma e não abro

Luiz Gasparetto

"A confiança que temos em nós mesmos, reflete-se em grande parte, na confiança que temos nos outros."
François de La Rochefoucauld

Via Hierophant

Viva a Vida!


 














Tire o pó se precisar.
Não deixe suas panelas brilharem mais do que você!!!!
Não leve a faxina ou o trabalho tão a sério! Pense que a camada de pó vai proteger a madeira que está por baixo dela! Uma casa só vai virar um lar quando você for capaz de escrever “Eu te amo” sobre os móveis! Antigamente eu gastava no mínimo 8 horas por semana para manter tudo bem limpo, caso “alguém aparecesse para visitar” – mas depois descobri que ninguém passa “por acaso” para visitar – todos estão muito ocupados passeando, se divertindo e aproveitando a vida! E agora, se alguém aparecer de repente?
Não tenho que explicar a situação da minha casa a ninguém… …as pessoas não estão interessadas em saber o que eu fiquei fazendo o dia todo enquanto elas passeavam, se divertiam e aproveitavam a vida… Caso você ainda não tenha percebido:
A VIDA É CURTA… APROVEITE-A!!!
Tire o pó… se precisar… Mas não seria melhor pintar um quadro ou escrever uma carta, dar um passeio ou visitar um amigo, assar um bolo e lamber a colher suja de massa, plantar e regar umas sementinhas? Pese muito bem a diferença entre QUERER e PRECISAR ! Tire o pó… se precisar…
Mas você não terá muito tempo livre… Para beber champanhe, nadar na praia (ou na piscina), escalar montanhas, brincar com os cachorros, ouvir música e ler livros, cultivar os amigos e aproveitar a vida!!! Tire o pó… se precisar… Mas a vida continua lá fora, o sol iluminando os olhos, o vento agitando os cabelos, um floco de neve, as gotas da chuva caindo mansamente…. – Pense bem, este dia não voltará jamais!!! Tire o pó… se precisar… mas não se esqueça que você vai envelhecer e muita coisa não será mais tão fácil de fazer como agora…
E quando você partir, como todos nós partiremos um dia, também vai virar pó!!! Ninguém vai se lembrar de quantas contas você pagou, nem de sua casa tão limpinha, mas vão se lembrar de sua amizade, de sua alegria e do que você ensinou. AFINAL: “Não é o que você juntou, e sim o que você espalhou que reflete como você viveu a sua vida.”
Chico Xavier.

Via Cultura Mix

Escolhas

Você pode curtir ser quem você é, ou viver infeliz por não ser quem você gostaria.
Você pode se divertir, brincar, cantar, dançar, ou dizer em tom amargo que já passou da idade ou que essas coisas são fúteis e não ficam bem para pessoas sérias e bem situadas como você.
Você pode assumir sua individualidade, ou reprimir seus talentos e fantasias, tentando ser o que os outros gostariam que você fosse.
Você pode amar e deixar-se amar de maneira incondicional, ou ficar se lamentando pela falta de gente à sua volta.
Você pode deixar tudo como está para ver como é que fica, ou, com paciência e trabalho, realizar as mudanças necessárias na sua vida e no mundo à sua volta.
Você pode deixar que o medo de perder paralise seus planos, ou partir para a ação com o pouco que tem e muita vontade de ganhar.
Você pode amaldiçoar sua sorte, ou encarar a situação como uma grande oportunidade de crescimento que a vida lhe oferece.
Você pode mentir para si mesmo, achando desculpas e culpados para todas as suas insatisfações, ou encarar a verdade de que, no fim das contas, sempre você é quem decide o tipo de vida que quer levar.
Você pode escolher o seu destino por meio de ações concretas e caminhar firme em direção a ele, ou continuar acreditando que ele já estava escrito nas estrelas e nada mais lhe resta fazer senão sofrer.
Você pode viver o presente que a vida lhe dá, ou ficar preso a um passado que já acabou ou a um futuro que ainda não veio, e que, portanto, não lhe permite fazer nada.
Você pode continuar escravo da preguiça, ou comprometer-se com você mesmo e tomar atitudes necessárias para concretizar o seu plano de vida.
Você pode ser feliz com a vida como ela é, ou passar todo o tempo se lamentando pelo que ela não é.
A escolha é sua. E o importante é que você sempre tem escolha.
Pondere bastante ao se decidir, pois é você que vai carregar – sozinho e sempre – o peso das escolhas que fizer.
Compartilhei este texto para refletirmos sobre o poder das nossas atitudes. Como eu sempre digo em minhas palestras, não podemos escolher o que a vida vai colocar à nossa frente, mas podemos escolher como agir diante do que ela nos apresenta.
Paz e Alegria,
Carlos Hilsdorf

Love Cats

Via Tudo Gato

"O livro é a bússola que te leva por mares de aventuras deliciosas, tornando as durezas da vida mais fáceis de serem experienciadas." (Caroline Melo)

"O livro é a bússola que te leva por mares de aventuras deliciosas, tornando as durezas da vida mais fáceis de serem experienciadas." (Caroline Melo)

Bilhete do Coração

Hoje compreendo que os golpes do mundo são amparo providencial às nossas necessidades de reparação.
Que seria de nós sem o sofrimento que nos ajuda a retificar e aprender?
Terra sem arado, permaneceríamos entre os vermes e as plantas daninhas ou, pedra bruta, jamais nos transformaríamos na obra de utilidade e beleza que o buril deve realizar.
Tenhamos calma e paciência.
Devemos à enxada a alegria da mesa farta e, por vezes, ao remédio amargo, a felicidade da cura.
Um dia saberemos tudo.
Por agora, baste-nos a convicção de que nos compete trabalhar, incessantemente, para o bem, porquanto a chave do serviço nos descerrará a sublimidade da experiência e com a experiência elevada marcharemos para a comunhão com Deus.
Não nos cansemos de ajudar.
O auxílio aos outros tem uma força desconhecida em nosso favor.
Quem tudo dá, tudo recebe.
Quem se afasta da ilusão, aproxima-se da verdade, adquirindo a companhia da humildade e do amor, os dois anjos invisíveis que abrem as portas do Céu.
Cultivando a serenidade e o bem, no círculo de nossa luta, roguemos, pois, ao Senhor ilumine a nossa cruz.

do Livro Carta do Coração – Chico Xavier/Diversos

Desconstruções

Quando a gente conhece uma pessoa, construímos uma imagem dela. Esta imagem tem a ver com o que ela é de verdade, tem a ver com as nossas expectativas e tem muito a ver com o que ela “vende” de si mesma. É pelo resultado disso tudo que nos apaixonamos. Se esta pessoa for bem parecida com a imagem que projetou em nós, desfazer-se deste amor, mais tarde, não será tão penoso. Restará a saudade, talvez uma pequena mágoa, mas nada que resista por muito tempo. No final, sobreviverão as boas lembranças. Mas se esta pessoa “inventou” um personagem e você caiu na arapuca, aí, somado à dor da separação, virá um processo mais lento e sofrido: a de desconstrução daquela pessoa que você achou que era real.

Desconstruindo Flávia, desconstruindo Gilson, desconstruindo Marcelo. Milhares de pessoas estão vivendo seus dias aparentemente numa boa, mas por dentro estão desconstruindo ilusões, tudo porque se apaixonaram por uma fraude, não por alguém autêntico. Ok, é natural que, numa aproximação, a gente “venda” mais nossas qualidades que defeitos. Ninguém vai iniciar uma história dizendo: muito prazer, eu sou arrogante, preguiçoso e cleptomaníaco. Nada disso, é a hora de fazer charme. Mas isso é no começo. Uma vez o romance engatado, aí as defesas são postas de lado e a gente mostra quem realmente é, nossas gracinhas e nossas imperfeições. Isso se formos honestos. Os desonestos do amor são aqueles que fabricam ideias e atitudes, até que um dia cansam da brincadeira, deixam cair a máscara e o outro fica ali, atônito.

Quem se apaixonou por um falsário, tem que desconstruí-lo para se desapaixonar. É um sufoco. Exige que você reconheça que foi seduzido por uma fantasia, que você é capaz de se deixar confundir, que o seu desejo de amar é mais forte do que sua astúcia. Significa encarar que alguém por quem você dedicou um sentimento nobre e verdadeiro não chegou a existir, tudo não passou de uma representação – e olha, talvez até não tenha sido por mal, pode ser que esta pessoa nem conheça a si mesma, por isso ela se inventa.

A gente resiste muito a aceitar que alguém que amamos não é, e nem nunca foi, especial. Que sorte quando a gente sabe com quem está lidando: mesmo que venha a desamá-lo um dia, tudo o que foi construído se manterá de pé.

Martha Medeiros

Um amor de verdade

Viver uma verdadeira experiência amorosa é um dos maiores prazeres da vida. Gostar é sentir com a alma, mas expressar os sentimentos depende das idéias de cada um. Condicionamos o amor às nossas necessidades neuróticas e acabamos com ele. Vivemos uma vida tentando fazer com que os outros se responsabilizem pelas nossas necessidades enquanto nós nos abandonamos irresponsavelmente.

Queremos ser amados e não nos amamos, queremos ser compreendidos e não nos compreendemos, queremos o apoio dos outros e damos o nosso a eles. Quando nos abandonamos, queremos achar alguém que venha a preencher o buraco que nós cavamos. A insatisfação, o vazio interior se transformam na busca contínua de novos relacionamentos, cujos resultados frustrantes se repetirão.

Cada um é o único responsável pelas suas próprias necessidades. Só quem se ama pode encontrar em sua vida Um Amor de Verdade…

Zíbia Gasparetto

O auxílio virá

O problema que te preocupa talvez te pareça excessivamente amargo ao coração.
E tão amargo que talvez não possas comentá-lo, de pronto.
Às vezes, a sombra interior é tamanha que tens a ideia de haver perdido o próprio rumo.
Entretanto, não esmoreças.
Abraça o dever que a vida te assinala.
Serve e ora.
A prece te renovará energias.
O trabalho te auxiliará.
Deus não nos abandonará.
Fazê silêncio e não te queixes.
Alegra-te e espera porque o Céu te socorrerá.
Por meios que desconheces, Deus permanece agindo.

Chico Xavier/ Emmanuel

Acerte o alvo

Há pessoas que parecem estar sempre perdidas num nevoeiro de confusão. Vão para um lado, depois para o outro. Tentam uma coisa, então mudam para outra. Andam por um caminho e, de repente, voltam em direção contrária.

O problema delas é simples: não sabem o que querem. Você não pode atingir um alvo se não souber qual é. O que é preciso fazer é sonhar. Acomode-se num lugar onde se sinta confortável e planeje passar uma hora aprendendo o que espera ser, fazer, compartilhar, ver e criar. Essa poderá ser a hora de decidir metas e determinar efeitos.

Nesse período você fará um mapa das estradas que quer percorrer na vida; planejará para onde quer ir e como espera chegar lá. Pra começar, não ponha qualquer limite no que é possível. Metas limitadas criam vidas limitadas. Portanto,ao determinar suas metas vá o mais longe que quiser. Você precisa decidir o que quer, porque essa é a única maneira possível de consegui-lo. Siga alguns passos para formular seus objetivos:

- exprima seu desejo em termos positivos; diga o que deseja que aconteça;
- seja o mais específico possível; use todos os sentidos para descrever os resultados que quer;
- esteja no controle; seu objetivo deve ser iniciado e mantido por você; não deve depender de mudanças de outras pessoas para que você seja feliz.

Todos nós temos algumas idéias das coisas que queremos. Mas, algumas são vagas mais amor, mais dinheiro, mais tempo para aproveitar a vida.

No entanto, para dar força aos nossos biocomputadores para que criem um resultado, é preciso tornar nossos sonhos mais específicos…

Lembre-se: o cérebro precisa de sinais nítidos e diretos do que quer realizar. Sua mente tem o poder de lhe dar tudo que queira, mas só pode fazê-lo se estiver recebendo sinais nítidos, brilhantes, intensos e focados.

Anthony Robbins, em Poder sem limites

16.10.13

Via Prozac Virtual

Via Espiritismo Consolador

Via Devaneios de Lila

A paz que tanto procuramos não está na previsibilidade e na
constância, e sim no reconhecimento de que ambas existem: nada é previsível nem constante. E isso enlouquece a maioria das pessoas.
Quer dizer que não temos poder nenhum? Pois é, nenhum.
É um choque. Mas o segredo está em acostumar-se com a ideia.
Só então é que se consegue relaxar e se divertir.
Ou seja, a pessoa de mente saudável é aquela que, sabedora da sua impotência contra as adversidades, não as camufla e sim as enfrenta, assume a dor que sente, sofre e se reconstrói, e assim ganha experiência para novos embates, sentindo-se protegida apenas pela consciência que tem de si mesma e do que a cerca
o universo todo, incerto e mágico.
Acho que é isso. Espero que seja isso, pois me parece perfeitamente curável, basta a coragem de se desarmar. O sujeito com a mente confusa é um cara assustado, que se algemou em suas próprias convicções e tenta, sem sucesso, se equilibrar em um pensamento único, sem se movimentar.
Já o sadio baila sobre o precipício.
- Martha Medeiros

UMA FORÇA CHAMADA DEUS!


Que nos leva a viver, que nos faz recomeçar
Que nos faz sorrir,que nos faz suportar as dores
Que nos faz suportar a saudade
Que nos faz buscar a felicidade
Existe uma força muito além de nossos olhos
Maior que imaginamos,que nem sempre procuramos
Mas, ela sempre está a nossa espera
Existe uma força que nos faz sonhar
Uma força que nos faz acreditar
É uma força chamada amor
É uma força chamada persistência
Uma força chamada coragem
Uma força chamada amigos verdadeiros
Uma força chamada vida,que temos que agradecer todos os dias
Uma força chamada fé!
Uma força chamada familia
Uma força que nos faz desejar viver
Olhe! Ela existe dentro de mim.
Ela existe dentro de você!
Uma força chamada Deus!

As aparências enganam

Fugimos constantemente de nossos sentimentos interiores por não confiarmos em nosso poder pessoal de transformação e, dessa forma, forjamos um “disfarce” para sermos apresentados perante os outros.

Anulamos qualquer emoção que julgamos ser inconveniente dizendo para nós mesmos: ‘‘eu nunca sinto raiva”, “nunca guardo mágoa de ninguém”, vestindo assim uma aparência de falsa humildade e compreensão.

Máscaras fazem parte de nossa existência, porque todos nós não somos totalmente bons ou totalmente maus e não podemos fugir de nossas lutas internas. Temos que confrontá-las, porque somente assim é que desbloquearemos nossos conflitos, que são as causas que nos mantêm prisioneiros diante da vida.

Devemos nos analisar como realmente somos.

Nossos problemas íntimos, se resolvidos com maturidade, responsabilidade e aceitação, são ferramentas facilitadoras para construirmos alicerces mais vigorosos e adquirirmos um maior nível de lucidez e crescimento.

Não devemos nunca mantê-los escondidos de nós próprios, como se fossem coisas hediondas, e sim aceitar essas emoções que emergem do nosso lado escuro, para que possamos nos ver como somos realmente.

Por não admitirmos que evoluir é experimentar choques existenciais e promover um constante estado de transformação interior é que, às vezes, deixamos que os outros decidam quem realmente somos nós, colocando-nos, então, num estado de enorme impotência perante nossas vidas.

A maneira de como os outros nos percebem tem grande influência sobre nós.

Amigos opressores, religiosos fanáticos, pais dominadores e cônjuges inflexíveis podem ter exercido muita influência sobre nossas aptidões e até sobre nossa personalidade.

Portanto, não nos façamos de superiores, aparentando comportamentos de “perfeição apressada”; isso não nos fará bem psiquicamente nem ao menos nos dará a oportunidade de fazer autoburilamento.

Deixemos de falsas aparências e analisemos nossas emoções e sentimentos, aprimorando-os. Canalizadas nossas energias, faremos delas uma catarse dos fluxos negativos, transmutando-as a fim de integrá-las adequadamente.

Aceitar nossa porção amarga é o primeiro passo para a transformação, sem fugirmos para novo local, emprego ou novos afetos, porque isso não nos curará do sabor indesejável, mas somente nos transportará a um novo quadro exterior. Os nossos conflitos não conhecem as divisas da geografia e, se não encarados de frente e resolvidos, eles permanecerão conosco onde quer que estejamos na Terra.

Para que possamos fazer alquimia das correntes energéticas que circulam em nossa alma, procedamos à auto-observação e à autoanálise de nossa vida interior, sem jamais negar a nós mesmos o produto delas.

Lembremo-nos de que, por mais que se esforcem as más árvores para parecer boas, mesmo assim elas não produzirão bons frutos. Também os homens serão reconhecidos, não pelos aparentes “frutos”, não por manifestarem atos e atitudes mascarados de virtudes, mas por ser criaturas resolvidas interiormente e conscientes de como funciona seu mundo emocional.

Somente pessoas com esse comportamento estarão aptas a ser árvores produtoras de frutos realmente bons.

Hammed- Francisco do Espírito Santo Neto

Que tal criar a sua realidade?

A fim de que esse intento se realize, pare por um instante e crie uma tela mental visando o encontro frente a frente com tudo o que o lesa.

Logo, na sequência, escolha quais situações não lhe servem mais e quais nada agregam em sua vida. Sem titubear, descarregue o que deixou de fazer sentido promovendo rompimento definitivo com tudo o que lhe pesa na alma e aja no que preciso for.

Desobrigue-se das posturas que entristecem sua alma.

Pergunte-se em nome do que e de quem você tem permanecido de modo não saudável em sua própria existência e decida honrar-se acima de tudo. Dê permissão a você mesmo para que possa existir na essência do que realmente é e seja.

Para esse intento:

Prepare-se para abusar do termo “despadronização”.

Disponibilize-se para diminuir ou até mesmo deixar de se envolver em relacionamentos afetivos configurados na ordem da repetição. Pesquise em quais situações de sua vida você está num looping sem fim e peça ajuda aos verdadeiros companheiros de jornada para que o auxiliem a ver seus padrões repetitivos de manifestação.

Decida-se por viver em estórias que efetivamente são suas, que lhe dão gana de viver e abandone definitivamente “filmes e cenários” de outras pessoas e que, portanto, não lhe pertencem!

Pinte os seus próprios cenários como você merece e gosta!

Ouse fazer um mergulho a céu aberto no incomum que reside dentro de você, e em lá estando, escolha em quais de suas infinitas possibilidades de existir em novas realidades você irá existir.

Agora, que tal reciclar os afetos? Ah! Aproveite também para jogar fora tudo o que envelhece sua alma dentro deste quesito. Repare seriamente se está num relacionamento que não se renova e que lhe move constantemente de um estresse ao outro.

Reveja qual era a sensação de alegria de viver, quando criança. Retome estes sentimentos prazerosos e aprecie como seu corpo reage positivamente a eles, lembre-se de que isso é você no seu melhor. Observe como a vida ganha outro colorido.

Promova a expansão deste estado de alegria genuína e decida-se por ser feliz abrindo-se aos novos significados.

Nesta frequência, aprenda coisas novas, habilite-se. Faça desse status de transição a mentalização devida para que sua total renovação se estabeleça. Confie e conceba-se no seu melhor!

Opte por carregar em sua bagagem interior exatamente tudo o que foi bom, tudo que o dignificou e tudo que o edifica.

Amplifique a consciência dos seus propósitos, sem perder a referência do universo dos seus semelhantes. Muitas vezes, imaginamos que estamos ajudando o outro abandonando a nós mesmos e falhamos duplamente. Por vezes, ajudar é sair da frente. É deixar de se achar imprescindível e focar no imprescindível para a própria vida.

Aprenda a sentir o fluxo do ar que respira e entre num compasso harmônico com o universo, você pode.

Suporte passar por sensações e sentimentos muitas vezes incomungáveis. Suporte também a dor do outro, suporte sua potência e a sua impotência frente a determinadas situações de vida e fortaleça-se através dessas vivências.

Prepare-se com a máxima alegria e confiança na vida para reinventar-se, na proximidade nesse novo ciclo que se inicia.

Atravesse este portal de espaço e de tempo tendo em mente, sentindo e concebendo a materialização de seu ato criativo de acontecer de modo totalmente diferente do usual.

- Saia do repetitivo de você mesmo, aventurando-se na experiência do inusitado, também crie metas, recicle, restabeleça-se.

- Você pode, todos nós podemos. Ouse e conquiste!

Enfim, começo de tudo, realize-se. Ame-se.

Por Silvia Malamud

Felicidade

O que me faz feliz?
É possível sofrer e manter um estado de felicidade?
É melhor sofrer ou dopar o sofrimento para ser feliz mais rápido? Ou ainda, existe felicidade fast-food?
É possível me sentir feliz se assumo posicionamentos ou atitudes não éticas?
Prazer e felicidade são a mesma coisa? Andam juntos?
Onde está a felicidade?
Ou, o que é a felicidade?

Perguntas que todos já nos fizemos ou que nos fazemos constantemente…
Mas também filósofos, psicólogos, religiosos, antropólogos, sociólogos, políticos, educadores, jornalistas e até economistas já escreveram sobre o tema, já pesquisaram o tema e buscaram respostas.

Uma coisa em comum, os mais atuais concluem: vivemos em tempos de pouca felicidade. A tecnologia, os avanços científicos, da comunicação ou políticos não trouxeram ainda ao homem e à mulher um estado permanente de felicidade. Referência de leitura: Felicidade – Eduardo Gianetti – Ed. Companhia das Letras.

Nosso planeta é local de grande beleza, de imensas diferenças e semelhanças, num equilíbrio dinâmico e intenso. Mas também é palco de muito sofrimento. Não somente o causado pelo homem e pela mulher. Mas também, aquele resultante do viver. Nosso corpo sente dor, fome, frio, calor, coceira, sede, pode sentir angústia, tristeza, raiva, medo. Sim, nosso corpo sente. É um corpo emocional, bioquímico, repleto de hormônios que alteram nosso humor dependendo do que comemos, bebemos, fazemos, sofremos.

Sofrer faz parte do viver, ensinam os budistas. A filósofa francesa Chantal Thomas, em seu livro Souffrir diz que “sofrer de amor nos torna invencíveis“.
Há sofrimentos que necessitam de tratamentos médicos, psicológicos ou psiquiátricos, o que é diferente de “dopar” o sofrer. Isso não nos traz felicidade, somente um descanso temporário, às vezes, até indicado para nossa recuperação.

E quando sofremos o que fazer?

Segundo Chantal Thomas, sofrer sem perder o sentido da vida, aproveitando o que de melhor a vida nos pode oferecer, ajuda-nos a superar o sofrimento e a nos fortalecer.
É preciso enfatizar que prazer e felicidade também não andam sempre juntos, ensina Sua Santidade Dalai Lama em seu Best-seller: A Arte da Felicidade.
Há muitas coisas que dão imenso prazer e causam muita infelicidade para nós mesmos ou para os outros.

As drogas, de forma geral, são muito prazerosas e causam destruição da personalidade, do grupo social onde o indivíduo está envolvido, quando não sua morte, além de financiar o crime organizado no Brasil e no mundo. Isso só como um exemplo.

Um remédio como a quimioterapia, por outro lado, é desagradável de se receber, de se ingerir, traz mal-estar momentâneo, mas sempre que possível traz consigo a cura ou sua probabilidade, gerando no mínimo esperança, e esta esperança pode alicerçar a felicidade de alguém.
Portanto, quem busca no prazer sua fonte de felicidade pode ter pegado a estrada errada.
Agora, como pode pretender o homem e a mulher serem felizes sem serem éticos? Falo aqui da ética da amorosidade, esta a mais esquecida das éticas, esta ética a qual Sua Santidade Dalai Lama dedicou um livro: “Uma ética para o novo milênio”.
Não há felicidade possível sem ética, aquela construída pelo respeito a todo o senciente, com altruísmo, com compaixão e ternura, com responsabilidade por nossos atos e opiniões.

O homem e a mulher não éticos são também não coerentes, e essa incoerência gera conflitos imensos em suas mentes que impedem a possibilidade da felicidade.
Na prática da crueldade, há muito poder e prazer. O que gera uma falsa sensação de felicidade.
Na prática da tolerância e da compaixão, pode haver uma sensação irreal de fraqueza ou de perplexidade, mas o estado íntimo, de vitória sobre si mesmo, leva à conquista de um estado de espírito feliz.

Aristóteles caracterizava a felicidade como um objetivo visado por todo ser humano e esta felicidade também poderia ser entendida como um bem-estar, principalmente, com relação a algo que se realiza. Para este filósofo, a noção de felicidade é central à ideia da ética, porque ela só ocorre quando se obtém algo que foi bem feito, correspondente à excelência humana e esta seria dependente de uma virtude ou de uma qualidade de caráter que tornasse possível sua realização.
Assim, acreditem, ética e felicidade andam de mãos dadas.

Por fim, não posso deixar de dizer que felicidade, como ensina o filósofo, educador, teólogo Rubem Alves, anda onde está o menino que vive em cada um de nós… Porque responsabilidade e seriedade nada têm a ver com sisudez, ranzinzices ou mau humor.

Ensina-nos Rubem Alves que quando nos tornamos adultos e vestimo-nos como tal, às vezes, começamos a nos comportar de um jeito mal-humorado, chato, aborrecido e isso, segundo o autor, é uma doença grave chamada adultice, e para se curar só tomando chá de criança. Aí, dá-lhe subir em árvores, chupar fruta no pé, balançar, dançar, correr, chutar bola, brincar. Esse Rubem Alves sabe das coisas.
Mexer o corpo, mexer a mente entediada. Suar de brincar, de rir, de rolar no chão com o filho, o cachorro, na areia da praia.
Voltar a pulsar, a viver.
Para ser feliz, deixe o corpo voltar a pulsar, para sentir o prazer de viver. Volte a olhar para aquele que está do seu lado ternamente, põe doçura de novo no seu olhar. Deixe sua alma voltar a amar e a ter esperança nessa sua vida.
Volte a ser pequeno por dentro. Tenha coragem… Não tenha vergonha.
Para ser feliz é preciso de pouco. Precisamos gostar muito de nós mesmos, da vida e dos outros. Manter a fé e a esperança acesas. Pulsar. Respirar. Ser ético. E claro, manter o melhor de nós vivo em cada ação, em cada pensamento: a criança que vive e saltita dentro de nós.

Felicidades a todos!!

por Thais Accioly

Via Cultura Mix